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	<title>House Clothing Bazar</title>
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	<description>Bazar online de roupas nacionais e importadas</description>
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		<title>Um dia de rebeldia</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 15:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma manhã aparentemente tranquila&#8230; Acordamos às 6:30hs, minha esposa se prepara para ir ao trabalho, eu preparo nosso filho para a escola, e assim que os dois passam pela porta começo a me arrumar. Porém, este dia foi diferente, não pelo seu mau humor matinal herdado de mim, mas sim pelo seu primeiro ato de rebeldia.</p>
<p>Como em todas as manhãs ele estava mudo, sem reclamar de nada, nem mesmo da temperatura da sua mamadeira &#8211; nunca acerto a temperatura correta. Arrumei sua mala enquanto ele assistia TV, chamei-o para se vestir e após varias tentativas de iniciar um dialógo, ouço um resmungo: “Hoje vou voltar sozinho da escola”. Sem entender direito o que estava ouvindo de um garoto de 3 anos, peço para ele repetir.</p>
<p>“Hoje volto sozinho da escola”, desta vez com ênfase autoritária.</p>
<p>Lá do quarto minha esposa responde: “Certo filho, então não vamos te buscar”.</p>
<p>Meio zonzo, achando que ainda estivesse sonhando, pergunto a ele o que ele tinha dito. Escuto novamente a confirmação: “Hoje volto sozinho da escola”.  Autoritário, o Presidente resolve tomar as rédeas e apenas nos informa a sua decisão.</p>
<p>Como todo bom executivo, resolvo não contrariar a decisão do Presidente e participo da sua opinião, reforçando com um sim. “Sem problemas filho, vou colocar um aviso na sua agenda escolar para te liberarem no horário da saída”.</p>
<p>Após alguns minutos de atenção voltados para a tv com o desenho e a decisão tomada, ouço um resmungo.</p>
<p>“Mas eu não posso&#8230;”, diz meu filho, ou melhor, o Presidente.</p>
<p>Mostrando-me surpreso questiono sua indecisão. “Como assim?”</p>
<p>“É pai, não consigo apertar o botão 23 do elevador”, diz ele.</p>
<p>Então insisto: “Repete filho, não estou entendendo.”</p>
<p>Mais incisivo, ele diz: “Pai, eu sei chegar até o elevador, mas não alcanço o botão 23!”</p>
<p>“Pois é filho, então deixa que o papai vai te buscar.” Respondo como um bom executivo, que quer apenas ajudar seu Presidente a alcançar seu objetivos, ignorando todas as outras dificuldades que ele encontraria pelo caminho.</p>
<p>Como todo líder,  ele acreditava que conseguiria chegar lá sozinho, mas precisava de um bom executivo para auxiliá-lo nos degraus que teria pela frente. Neste caso, o botão do elevador, como se só esse fosse o problema de um garoto de 3 anos voltar sozinho da escola, que fica a 2km de casa.</p>
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		<title>Cerveja quente e petisco gelado</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 13:35:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já dizia um sábio: A primeira vez a gente nunca esquece!!! Comigo não foi diferente&#8230; Quando meu filho completou sete meses nossa rotina começou a voltar ao normal, eu trabalhando como um louco e minha esposa, que já havia voltado da licença-maternidade, teria que se acostumar sem o pequeno nos braços durante a maior parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já dizia um sábio: A primeira vez a gente nunca esquece!!! Comigo não foi diferente&#8230; Quando meu filho completou sete meses nossa rotina começou a voltar ao normal, eu trabalhando como um louco e minha esposa, que já havia voltado da licença-maternidade, teria que se acostumar sem o pequeno nos braços durante a maior parte do dia.</p>
<p>E foi ai que o plano de coloca-lo no berçário entrou em prática, na verdade desde o quarto mês ele frequenta a escolinha, mas agora seria integral, longe dos nossos olhos e sobre os cuidados do pessoal da escola, um lugar perfeito onde ele aprenderia a conviver com outras crianças, dividir seus brinquedos entre outras coisas, uma tarefa difícil para filho, sobrinho e neto único!!!</p>
<p>Para minha surpresa toca meu celular: -Amor, vou ter que viajar durante os próximos três dias, você consegue tomar conta do nosso filhão ou preciso chamar minha mãe, minha irmã, a tia Maria e o vovô para te ajudar???</p>
<p>Naquele momento fiquei em silêncio, contei todos os nomes que minha esposa falou e pensei: &#8211; Será que esse pessoal é suficiente??? Passado o susto já fui logo respondendo: &#8211; Pode ir tranquila que eu seguro essa!!! Três dias passam rápido; acordou, arrumei, escola, historinha, soninho e pronto, dá até para eu programar um happy hour na varanda e curtir esse momento.</p>
<p>O primeiro dia foi perfeito como imaginei, levei-o para o berçário, fui trabalhar e às 19hs em ponto, estava na porta da escola para levá-lo para casa e iniciarmos nossa rotina até o soninho. Já o segundo dia começou igual ao primeiro, tudo se encaixava perfeitamente que planejei uma cervejinha e uns petisquinhos para depois que ele dormisse, pois há muito tempo não voltava para casa tão cedo depois do trabalho. Mas foi aí que as coisas começaram a mudar, o celular tocou e quando olhei estava escrito: Berçário chamando. As pernas começaram a tremer, apertei o botão errado para atender e cancelei a ligação. Quando consegui retornar me disseram que meu filho estava com febre, não queria brincar, nada de se alimentar, e por fim perguntaram se poderiam dar um remédio para controlar a febre.</p>
<p>As 19hs lá estava eu com as compras do happy hour no carro, esperando meu filho vir correndo e pular nos meus braços, mas ele veio quietinho, com aquela carinha pedindo: &#8211; Papai, quero colo!!! Chegamos em casa e já fui logo trocando a roupinha e colocando o pijama com ele quase dormindo, aproveitei e preparei a mamadeira, contei-lhe duas histórinhas e deixei-o no berço já com os olhinho fechados.</p>
<p>Fui até a cozinha, preparei alguns petiscos no forno e peguei uma cerveja para relaxar, sentei na varanda e comecei a refletir como eles são dependentes de nós, como são indefesos, como isso&#8230; como aquilo&#8230; Opa estou ouvindo um choro, larguei a cerveja e o prato na varanda e corri até o quarto, entrei logo pisando numa poça de vomito, meu filho não estava bem. A primeira sensação é de estar no filme Férias Frustradas, pois além de trocá-lo deveria arrumar a cama, lençol, chão, tudo sujo, quando o segurei no colo para iniciar a limpeza  ouço uma tosse estranha. Resolvo levá-lo até o banheiro, pois acreditava que viria mais. Neste ponto, inicia-se a mudança de filme de Férias Frustradas para o Exorcista, em questão de segundos, sem tempo de chegar ao banheiro, meu filho começa novamente a vomitar deixando um rastro pelo quarto, corredor e banheiro.</p>
<p>Minha primeira reação foi acomodá-lo e deixá-lo confortável com minha presença, tirei minha camiseta e dei-lhe um banho para tirar toda aquela sujeira, ele acabou adormecendo e deixei-o em minha cama para dormir. Deixei recado para o pediatra explicando a situação, mas quem ligou foi minha esposa: &#8211; Oi meu anjo, como estão as coisas por aí???</p>
<p>Ufa! Achei que esse dia nunca acabaria&#8230; Mais tarde o pediatra ligou dizendo que isso tudo faz parte do dia a dia e que no fundo, era saudades da mãe.</p>
<p>Depois dessa voltei para varanda, tomei minha cerveja quente e devorei minhas guloseimas geladas!!!</p>
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		<title>E-mail dos Pais</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 13:44:30 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Diante desta nova rotina, faltava uma peça do quebra-cabeça: um envolvimento maior entre os pais da turminha dos nossos filhos. Só assim, trocando ideias e tentando descobrir o que se passava fora da sala do presidente, conseguiria entender melhor as situações e os problemas pelos quais ele passava diariamente, e na tentativa de poder participar e cooperar com suas conquistas e decepções resolvi sair a campo.</p>
<p>Com a volta das férias era hora de colocar todos na sala de reunião. Aproveitando que já existia um grupo de e-mails das mães, criei um grupo para os pais para discutirmos amenidades e aos poucos começar a descobrir como cada um pensava e agia nos mesmos problemas que eu enfrentava com o meu filho.</p>
<p>Com sucesso, consegui unir um grupo de pais de meninas e meninos, e construímos uma sinergia produtiva para compartilhar dicas entre todos. Tanto que hoje conseguimos explorar bem os encontros e atividades fora da escola.</p>
<p>No início foi bem engraçado, pois o principal assunto era futebol,  a cada segunda feira os e-mails pipocavam com comentários dos jogos do final de semana. Com o tempo isso foi mudando, as brincadeiras agora eram para descobrir quem seria sogro de quem. O tempo foi passando e todos perceberam que havíamos construído um grupo importante, capaz de descobrir o que se passava na cabeça de cada criança, e como cada um se comportava diante de um obstáculo. A partir desse momento não havia só futebol nos emails, mas falávamos também sobre programas infantis, educação das crianças entre outras coisas.</p>
<p>A maior prova de que o grupo estava formado foi quando as mães se aliaram e combinaram de sair para jantar e relaxar! Quase que simultaneamente, ao primeiro sinal desse conchavo, resolvemos colocar todos os presidentes juntos em um delicioso churrasco. E assim a noite foi passando, cada criança chegando com seus pertences para a reunião: uns traziam bola, outros carrinho, já as meninas, cada uma com sua boneca!!! A madrugada foi chegando e erra quem pensa que a criançada pensavam em encerrar as atividades, quando menos esperávamos começa a tocar o interfone, eram as mães vindo para o NOSSO churrasco.</p>
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		<title>O Primeiro Dia</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 12:56:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Após toda euforia em nossas conversas sobre os novos rumos e sonhos que buscávamos, fomos dormir. No dia seguinte desperto com uma voz: &#8211; Pai, já esta claro! É hora de acordar! Ainda sonolento, respondo: &#8211; Presidente, ainda são quinze para as seis, nossa reunião é às 6h30! E ele retruca: &#8211; Pai levanta!  Vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após toda euforia em nossas conversas sobre os novos rumos e sonhos que buscávamos, fomos dormir.</p>
<p>No dia seguinte desperto com uma voz: &#8211; Pai, já esta claro! É hora de acordar!</p>
<p>Ainda sonolento, respondo: &#8211; Presidente, ainda são quinze para as seis, nossa reunião é às 6h30!</p>
<p>E ele retruca: &#8211; Pai levanta!  Vamos brincar!</p>
<p>Se eu imaginava que minha vida seria mais calma, com horários flexíveis, e com menos responsabilidades, tive a resposta naquele momento. Em minha cama estava ele, o responsável por toda aquela revolução efetivada no dia anterior. Energia redobrada por ser o primeiro dia de férias, e com a calça molhada de xixi, pois como sempre, a fralda não aguentou a passagem da noite.</p>
<p>Após toda a faxina pessoal: banho, dentes, roupa, lençol, colchão no sol e mamadeira, liguei a TV para ele e fui me preparar: tomei meu banho, me troquei e durante o café da manhã com meu filho vem a primeira pergunta: &#8211; Papai, aonde a gente vai hoje?</p>
<p>- Nós vamos no vovô, no mercado, pois não temos nada para comer em casa, depois almoçamos e voltamos para eu preparar nosso jantar e arrumar a casa para esperar a mamãe.</p>
<p>Percebi que um bico estava se formando naquele rostinho lindo&#8230; Veio um silêncio e em seguida expliquei sobre a hierarquia da casa, minha segunda surpresa foi quando achei que estava no comando da operação e que já havia desenhado a rotina para aquele dia e que conseguiria cumprí-la.</p>
<p>- Não, pai! Vamos brincar na quadra. Diz ele correndo para o quarto pegar a bola e vestindo seu tênis. Após passarmos nossa manhã jogando bola, eu praticamente esgotado, mas dessa vez apenas fisicamente, todo sorridente ele me fala: &#8211; Papai tô com fome, o que vamos comer?</p>
<p>Neste momento me deparei com o primeiro problema da operação, não havia nada para comer em casa e ainda não havíamos ido ao mercado. Tive que tomar uma decisão de urgência, e respondi a primeira coisa que me veio à mente.</p>
<p>Acostumado com a vida de executivo com respostas rápidas aos superiores para tomada de decisões, me vi sem saída: &#8211; Vamos comer um lanche feliz! Frase mágica para qualquer criança em seu primeiro dia de férias.</p>
<p>E assim nosso dia seguiu, com um passeio de bicicleta no parque. Depois dele me carregar para o carro voltamos para casa, tomamos um banho e ficamos esperando a mamãe para um jantar improvisado. Só depois dela chegar, foi que consegui ir ao mercado fazer compras e abastecer nossa despensa.</p>
<p>Balanço do dia: aumento da carga horária de trabalho, perda de todo e qualquer controle da situação, mas feliz por começar minha nova empreeitada no compromisso de estar mais tempo com minha família e participando da educação do meu filho. Ah, não precisei tomar nenhum remédio para dormir!!!</p>
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		<title>A Tensão</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 14:49:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diante de toda aquela insegurança e tensão nos pensamentos, que acompanhava minha atitude no começo do dia, ainda haveria mais uma batalha para o início da nova estrutura almejada. À noite quando minha esposa e meu filho retornassem para casa, teria um novo embate emocional para explicar e tentar convencê-la da decisão ímpar na busca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diante de toda aquela insegurança e tensão nos pensamentos, que acompanhava minha atitude no começo do dia, ainda haveria mais uma batalha para o início da nova estrutura almejada. À noite quando minha esposa e meu filho retornassem para casa, teria um novo embate emocional para explicar e tentar convencê-la da decisão ímpar na busca da felicidade.</p>
<p>O dia passou como um relâmpago, porém, em meus pensamentos, como meses. Desenhei todos os cenários possíveis e explicações para o ocorrido, mas o sentimento de medo pelo o que viria pela frente afundava qualquer cenário otimista. Tentei passar o tempo juntando e arrumando o que seria necessário para minha nova jornada de trabalho e função como pai, mas nenhum arquivo ou livro adquirido e formulado durante os 17 anos de carreira tinha função efetiva na nova empreitada, tudo foi direto para o lixo.</p>
<p>Para piorar aqueles momentos de tensão, haviam pedreiros em minha casa que estavam fazendo um serviço de manutenção e nada estava dando certo, aumentando minha insegurança e incerteza. Enfim, chega a noite e com ela meu filho e minha esposa, que surpresos pela minha presença em casa, pois usualmente chegava depois deles, me acariciam com beijos e abraços. Após alguns minutos, minha esposa percebe que algo estava me imcomodando e me questiona, mas logo desconverso e levo a atenção ao nosso filho com brincadeiras.</p>
<p>Às 20:30hs, coloco meu filho em sua cama para dormir, conto duas historinhas, rezamos juntos e saio de seu quarto para que durma tranquilo. Então chega a hora do inevitável, chamo minha esposa para um chá na cozinha e objetivamente exponho minhas idéias e o ocorrido naquele dia, anunciando que a partir do dia seguinte me aproximaria de nosso filho e que tomaria a frente da educação dele.</p>
<p>Devo dizer-lhes que neste momento minhas mãos suavam como uma criança prestes a levar uma bronca. Surpreendida, sua primeira reação foi indagar sobre como pagaríamos nossas contas, mas em um rápido relance e serenidade de seu semblante, vibra com a decisão e o rumo que nossa família tomaria a seguir, uma vez que ela não gostaria de abandonar sua vida profissional. Portanto, esta fora a melhor decisão que nossa familia poderia ter para assim conseguirmos alcançar nossos objetivos como uma unidade.</p>
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		<title>O Dia D</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 18:15:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era um dia normal como os outros, acordei às 6:30hs da manhã, tomei meu banho, durante o café dei uma passada pelas notícias do jornal, uma manchete que me chamou a atenção foi sobre as novas regras para utilização das cadeirinhas de criança nos carros, então dei um abraço e um beijo em meu filho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um dia normal como os outros, acordei às 6:30hs da manhã, tomei meu banho, durante o café dei uma passada pelas notícias do jornal, uma manchete que me chamou a atenção foi sobre as novas regras para utilização das cadeirinhas de criança nos carros, então dei um abraço e um beijo em meu filho, de quase três anos, feliz pelo seu último dia antes das férias  e em minha esposa, que se encaminhavam respectivamente para a escola e trabalho.</p>
<p>Fui para o estacionamento e a primeira coisa que fiz ao entrar em meu carro, foi olhar para a cadeirinha no banco traseiro, motivado pela notícia do Jornal, este foi meu primeiro momento no ínicio da reflexão e as mudanças que viriam a seguir.</p>
<p>Cotidianamente colocaria em uma rádio de noticias matinais, mas neste dia o silêncio imperou dentro do carro no caminho do trabalho. Perguntava-me o que estava fazendo com aquela rotina há 17 anos, com 14 horas diárias de trabalho. Não estava presente na educação de meu filho, certamente não havia sido isto que meus pais haviam me ensinado.</p>
<p>O trabalho vinha tomando grande parte de meu tempo, sem que me desse chance de pensar em outra coisa e o dinheiro, este sim, havia sido o grande motivador e ferramenta para minha sagaz vida de executivo, a qual ocupava meu tempo com reuniões e almoços importantes com grandes empresários e membros da classe política em busca de resultados financeiros para a empresa que eu representava.</p>
<p>Em um momento passo meu olhar pela rua, e vi um senhor, que aparentava seus quase 50 anos, 10 a mais do que eu, com sua calça jeans surrada, camisa de manga curta com botão aberto no peito cuidando de seu jardim em frente de sua casa. Em outras épocas pensaria como há desocupados neste país, mas hoje não, hoje comecei a imaginar como seria a vida daquele senhor, que eu acreditava ter se levantado no mesmo horário que eu, com uma renda, com certeza, menor que a metade de meu ordenado, mas feliz por estar cuidando de sua familia e dando educação necessária para que seus filhos pudessem voar para a liberdade.</p>
<p>Estaciono o carro na garagem do trabalho e, neste momento, minha cabeça funciona como um provedor de uma empresa de e-commerce no auge de vendas em um dia de promoção, com contas e como poderia suprir esta redução na renda familiar em prol da educação de meus filhos.</p>
<p>Entro no escritório, vou direto à sala de meu chefe, entrego as chaves do carro da empresa, o cartão de crédito,  meus cartões de visita e anuncio o fim de minha jornada na empresa. Assim, facíl.</p>
<p>Após tal façanha vou para rua e busco um ponto de ônibus para retornar para minha casa. Diferente do que eu imaginava, este grito de liberdade, a tensão e o nervosismo junto com a ansiedade tomam meus sentimentos confundindo meus anseios, mas não havia mais volta, o primeiro passo da liberdade e das brincadeiras de crianças que viriam já havia sido dado.</p>
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